A refeição pós-treino


Normalmente deve-se evitar carboidratos simples, como mel, açúcar comum e outras guloseimas. Se existe uma hora para ingerir esse tipo de alimento, após o treino é a hora certa para isso. Uma refeição adequada após um treino aeróbio é levemente diferente, com alguns carboidratos complexos e um tipo de proteína diferente.

Para os que gostam de doces, a refeição pós-treino é a hora exata para ingerí-los e saciar a vontade. Contudo, prefira os que não possuem gordura ou fibras.

Uma refeição pós-treino muito comum e extremamente eficiente é o bom e velho whey protein, aliado a algum tipo de carboidrato simples, de preferência que tenha vitaminas e minerais. Gorduras e fibras devem ser evitadas, por retardar a absorção de nutrientes pelo intestino. O whey protein é uma proteína de elevadíssimo valor biológico, completa, de facílima absorção e derivada da proteína do soro de leite. Esse suplemento está dentre os básicos para pessoas praticantes de musculação e outros esportes que requeiram ganho de força e definição.

Uma ressalva importante: evite ingerir somente um tipo de carboidrato na refeição pós-treino. Os receptores contidos nas células epiteliais do intestino ficarão logo saturados pelas moléculas dos carboidratos, reduzindo a velocidade de absorção.

Com efeito, para uma maior eficiência na absorção de carboidratos, deve-se misturar carboidratos simples diferentes, ou então ingerir um tipo que contenha uma ou mais moléculas distintas. Uma forma interessante, é ingerir mel e uma fruta, como morango e uva, que são frutas de fácil absorção, com vitaminas e minerais, inclusive vitamina C, e que ainda possuem propriedades antiinflamatórias. Uma outra vantagem em misturar carboidratos é para evitar um pico de insulina muito acentuado, levando a um potencial acúmulo de gordura.

O mel é uma ótima opção para carboidrato pós-treino. Além de delicioso, apresenta vitaminas e minerais.

Lembre-se que é somente com o descanso e com uma alimentação adequada que o músculo se recompõe, sintetizando novas fibras musculares que foram danificadas pelo treino com pesos.


Quais são as propriedades da curcumina?

A curcumina é um componente ativo encontrado no pó amarelo-alaranjado extraído da raiz do açafrão-da-índia (Curcuma longa) e no curry. É uma especiaria popular na culinária asiática e conhecida por ser benéfica para a saúde.

Trata-se de um composto fenólico que possui propriedades anti-inflamatórias por inibir a enzima cicloxigenase e outras enzimas envolvidas no processo inflamatório. Além disso, possui propriedade antioxidante com atividade antitumoral e antimutagênica, capaz de alterar a expressão de genes e inibir a atividade de fatores de transcrição, como o NFκB (fator nuclear kappa B).

Também foi demonstrado que a curcumina possui propriedades neuroprotetoras e antienvelhecimento. Evidências recentes mostram que a curcumina também possui propriedades hipolipemiantes e no auxílio do controle glicêmico em diabéticos, possuindo efeitos benéficos sobre a obesidade e doenças relacionadas.

Assim, devido a sua eficácia a curcumina tem recebido considerável interesse como um potencial agente terapêutico para a prevenção e / ou tratamento de várias doenças, incluindo o câncer, artrite, alergias, doença de Alzheimer, e outras doenças inflamatórias.

Os estudos clínicos com curcumina mostraram que sua suplementação é segura e que doses de até 8000 mg por dia são bem toleradas. No entanto, a sua principal limitação como agente terapêutico é a sua baixa taxa de absorção e, consequentemente, baixa disponibilidade sistêmica.

Matéria NutriTotal

Suco Fortificante

Kiwi, Morango e Uva

Uma combinação repleta de vitamina C

As três frutas deste suco fornecem uma quantidade maciça de vitamina C e podem ajudar a abreviar a duração de um resfriado. O kiwi também contém luteína, um fitonutriente conhecido por reduzir o risco de câncer, de doenças coronarianas e de problemas oftalmológicos. Tanto o morango quanto à uva têm bastante ácido elágico, que neutraliza os carcinógenos. O tanino, as flavonas e as substâncias ativas da uva fornecem energia e fortalecem as paredes dos vasos sanguíneos.

Ingredientes:

3 kiwis cortados em pedaços grandes
15 morangos sem as folhas
25 uvas sem sementes

Modo de preparo:

Passe as frutas alternadamente pela centrífuga. Mexa e beba em seguida.


Nutrientes: Vitaminas, B1, B2, B3, B5, B6, C, E, K, ácido fólico, betacaroteno, biotina; cobre, iodo, magnésio, manganês, potássio, zinco; bioflavonóides; ácido elágico; flavonas; luteína; taninos.

Monte seu Sanduíche rico em Proteínas

Aqui vai uma receita rápida e simples de fazer. Pode ser consumido antes ou após a prática de atividade física como uma opção de lanche.


Sanduíche de Atum, Requeijão light e Milho

Ingredientes:

½ lata de atum ao natural light;
1 colher (chá) de requeijão light;
1 colher (chá) de cebolinha e salsinha;
Folhas de alface (à gosto);
1 pitada de pimenta vermelha;
½ lata de milho verde;
Tomate (à gosto)

Modo de Preparo:

Misture o requeijão com o atum, a cebolinha, a salsinha, a pimenta e o milho. Depois coloque o alface e o tomate no pão. Bom apetite!

Como acelerar o metabolismo e potencializar a perda de peso, sem perder a saúde?

Depois da terceira década, o metabolismo começa a declinar em um ritmo de 2 a 4% por década, e perder peso pode ficar muito difícil. Mas mesmo diante desse desafio ainda existem formas de conseguir perder aquela barriguinha. Abaixo você confere dicas saudáveis para ajudar você a emagrecer.

Aumente a quantidade de músculos

Para começar é importante garantir que ao se exercitar você consiga ganhar massa muscular. Um estudo publicado pela Universidade do Colorado na revista Health Science, demonstrou que perder 0,4 quilos por semana durante 12 semanas pode diminuir o metabolismo por causa da perda de músculos que exercícios aeróbicos causam. Isso pode fazer com que o indivíduo consiga perder alguns quilos inicialmente, mas depois não consiga mais perder peso.

Para mudar essa situação, levantar peso três vezes por semana é a maneira mais rápida de conseguir músculos e alcançar resultados quando a balança insiste em não se mover. Pesquisas mostram que fazer exercícios anaeróbios regularmente pode acelerar o seu metabolismo quando você está descansando em até 8%. Ou seja, com a musculação você pode queimar calorias mesmo parado!

Em um estudo que durou oito semanas, homens e mulheres que fizeram apenas aulas aeróbicas conseguiram perder 1,8 quilo, mas não ganharam músculos, enquanto aquelas que fizeram a metade de aulas aeróbicas, mas fizeram levantamento de peso perderam 4,5 quilos de gordura e ganharam 0,9 quilos de músculos.

Descansar menos entre os exercícios também pode ajudar. Fazer uma pausa de apenas 20 segundos, ao invés de uma que dure de 60 a 90 segundos, entre cada série queima calorias extras e acelera o metabolismo.

Prestar atenção na alimentação também ajuda. Por isso coma menos e mais vezes para acelerar seu metabolismo. Espalhar calorias durante o dia faz com que o açúcar do sangue fique estável e controla a liberação de insulina. Sem picos de insulina, o acúmulo de gordura é menor.
Ultrapasse seus limites

É um cenário comum: os primeiros 9 quilos são perdidos com facilidade, mas depois disso começa a ficar mais difícil e pode ocorrer uma estagnação no processo de emagrecimento por volta da terceira semana de exercícios regulares. Segundo Michele Kettles, diretor médico da clínica Cooper em Dallas, quando você começa a perder peso, seu corpo trabalha menos para se manter, simplesmente porque existe menos de você para ele sustentar.

Isso significa que a sua malhação tem um efeito menor na queima de calorias. Por isso que se você pesa 81 quilos e perde 15, provavelmente você vai começar a derreter cerca de 100 calorias a menos em uma aula de exercício aeróbico que dure uma hora.

Também a questão da idade começa a comprometer na hora de continuar a perda de peso, pois quando você vai ficando mais velho, a fragilidade do corpo e doenças como artrite podem dificultar a prática de atividades fortes e de alto impacto que ajudam a compensar esse déficit na perda de caloria.

Para reverter essa situação evite fazer outras coisas enquanto você se exercita, como assistir TV ou ler um livro, pois isso pode diminuir a intensidade de seu exercício e a queima de calorias. Ao invés disso, preste atenção ao seu pulso. Para melhores resultados esteja sempre entre 60 e 80% do máximo da capacidade do seu coração.

Nunca fique com a mesma rotina de exercícios durante muito tempo. Para continuar a perder peso é importante sempre estar desafiando o próprio corpo. Na primeira semana de todo mês, faça sempre uma nova série de exercícios.

Não pare de se movimentar no seu dia a dia

Pode acontecer subconscientemente, mas estudos mostram que algumas pessoas se movem menos depois que começam a se exercitar.

De acordo com uma pesquisa do Netherlands, quando mulheres e homens com cerca de 60 anos começam a malhar duas vezes por semana, a suas atividades diárias diminuem cerca de 22%. A razão para isso ainda não é conhecida, mas os especialistas acreditam que seja por causa da fatiga pós-exercício ou por causa da sensação que muitas pessoas têm de que se você está malhando pode se dar ao luxo de parar de fazer pequenas atividades.

Infelizmente essa idéia está errada. De acordo com um estudo da clínica Mayo, pequenas atividades, como ficar em pé ao invés de sentado e andar mais durante o dia, podem queimar cerca de 350 calorias por dia.

Além disso, outra pesquisa mostra que diminuir suas atividades diárias pode desligar uma enzima que controla o metabolismo da gordura e fazer a perda de peso mais difícil, o que faz com que os exercícios físicos realizados em uma academia, por exemplo, não sejam suficientes para perder peso.

Para ter certo controle sobre as atividades que você têm quando não está na academia, compre um pedômetro e use-o nos dias em que você não se exercita. Depois calcule a sua média somando os totais diários e dividindo-os pelo número de dias que você usou o aparelho. Se você não mantiver esse nível de atividade todos os dias, a sua perda de gordura irá diminuir. Ou seja, se você geralmente anda 5.000 passos por dia, mas não faz o mesmo naqueles dias em que você malha, isso pode diminuir a sua perda de peso em até 50%.

Controle a boca

Em estudo publicado no International Journal of Obesity, pesquisadores descobriram que quando mulheres e homens com mais de 35 anos e que estão acima do peso começam a se exercitar, alguns deles compensam a sua atividade física comendo até 270 calorias extras por dia, adquirindo mais dá metade das calorias que queimaram malhando.

Isso pode acontecer porque se exercitar regularmente muitas vezes pode estimular a liberação de ghrelin, um estimulante de apetite que tem a função de proteger o corpo de uma perda de peso excessivamente rápida. Para fazer o problema ficar pior, o apetite pode aumentar também quando a menopausa se aproxima, por causa do declínio dos níveis de estrogênio.

Para superar essas adversidades nunca malhe de barriga vazia, pois quando você se exercita sem nada no estômago o seu açúcar baixa, o que pode fazer com que o seu apetite fique maior e você coma mais do que deveria. Para evitar isso faça um pequeno lanche antes de se exercitar. Coma uma banana, uma barrinha de cereal ou tome um iogurte cerca de meia hora antes de ir para a academia.

Anotar tudo que você ingere também é uma ótima técnica para perder peso. Mas anote antes de comer e não depois, para que você possa verificar o que já comeu no dia e decidir o que deve ou não consumir.

De acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte na Chapel Hill, beber bastante água, além de hidratar, faz com que você consuma cerca de 200 menos calorias que uma pessoa que só bebe chá, café, refrigerantes entre outras bebidas. Para melhorar os resultados, beba água gelada, pois ela acelera o metabolismo. Seis copos de água gelada por dia queimam 50 calorias.

Matéria Banco de Saúde

Alimentação na Menopausa

Os alimentos ingeridos na menopausa podem ser um forte aliado das mulheres. Conheça melhor o papel da alimentação nesta fase.

A menopausa é um processo biológico que se caracteriza pelo fim do período fértil da mulher, ocorrendo normalmente entre os 40 e 60 anos de idade, o que depende, sobretudo de fatores genéticos e também do estilo de vida.

Este é um estágio na vida da mulher que provoca uma diminuição dos níveis de estrogênio, que por sua vez afeta a composição corporal e a estrutura da pele, ocorrendo uma perda de elasticidade e diminuição da massa muscular.

À medida que os níveis de estrogênio diminuem, aumenta o colesterol e os triglicérides. A captação de cálcio pelos ossos também fica afetada, com isso o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares e osteoporose aumenta.

O papel da alimentação na menopausa

- fracione as refeições;
- evite consumir grandes volumes;
- crie o hábito de colocar a semente de linhaça triturada na alimentação. É necessário triturar no momento que for consumir ou já comprá-la estabilizada, assim irá preservar o ômega 3 e lignanas utilizada na terapia de reposição hormonal;
- devido à facilidade para engordar e aumentar o colesterol ruim e triglicérides evite frituras, alimentos gordurosos, excesso de açúcares, massas e sobremesas com frequência;
- para ajudar na osteoporose consuma alimentos ricos em cálcio que são os vegetais verde-escuros, peixes, sementes (abóbora, melancia), leite de soja enriquecido com cálcio, tofú, e leites de vaca desnatados e seus derivados;
- o magnésio, que também ajuda a complementar a dieta, pode ser encontrado nos cereais de trigo integral, castanhas, carnes, leites, vegetais verdes e legumes.
- bebidas como café, chá, colas e outros refrigerantes devem ser evitados ao máximo, assim como bebidas alcoólicas.
- aumente o consumo de água;
- consuma de 3 a 5 porções de frutas por dia fracionadas;
- consuma de 4 a 5 porções (pires) de vegetais por dia;
- introduza a soja na alimentação;
- aumente o consumo de antioxidantes na alimentação, como vitamina C (laranja, kiwi, acerola, mexerica, pimentão), betacaroteno (cenoura, abóbora, mamão, tomate, folhas verde-escuras), vitamina E (nozes, castanhas, óleos vegetais), zinco (cereais integrais, carnes), selênio (castanha do pará, peixes) e manganês (pistache, amêndoa, castanha);
- cuidado com o excesso de sal na alimentação, tanto o sal de cozinha quanto dos alimentos industrializados (frios, salsicha, linguiça, nuggets, sopa e macarrão instantâneo, etc).


Outras recomendações:

- a prática regular de exercício físico ajuda a manter o peso ideal, além de reduzir a pressão arterial e prevenir o aparecimento da osteoporose e de doenças cardiovasculares.
- a glicemia, os níveis de colesterol, triglicérides e pressão arterial, devem ser controlados regularmente.
- algumas técnicas de relaxamento e meditação ajudam a ultrapassar melhor os sintomas característicos da menopausa.
- não deve-se fumar.

Para superar os sintomas indesejáveis e o risco acentuado de certas doenças da menopausa é fundamental que todas as mulheres tenham consciência da importância da adoção de um estilo de vida saudável equilibrado que envolve uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, manutenção de um peso adequado e restrição de álcool e do fumo. Todas essas medidas levam à prevenção e ao tratamento de doenças, o retardo das conseqüências naturais do processo de envelhecimento e, sobretudo à melhoria da qualidade de vida.

Qual a relação entre vitamina K e saúde óssea?


A vitamina K tem recebido destaque em relação ao seu papel no metabolismo ósseo. Esta vitamina, essencial para a coagulação sanguínea, atua como co-fator para a carboxilação de resíduos específicos de ácido glutâmico para formar o ácido gama carboxiglutâmico (Gla), aminoácido presente nos fatores de coagulação.

A osteocalcina, que é produzida pelos osteoblastos durante a formação óssea, é a principal proteína não colagenosa na matriz extracelular do osso e está envolvida na regulação da maturação óssea. A transcrição e tradução da osteocalcina são reguladas pela vitamina D3 (1,25-dihidroxivitamina D) e sua capacidade de ligação com o cálcio. Isto só é possível após a carboxilação de resíduos específicos de ácido glutâmico, processo dependente da vitamina K. A carboxilação da osteocalcina é o principal mecanismo que esclarece a hipótese da influência da vitamina K na saúde óssea.

Estudos científicos mostraram que em pacientes com osteoporose, as concentrações plasmáticas de vitamina K são baixas e a osteocalcina plasmática parece estar descarboxilada nesses indivíduos. A osteocalcina descarboxilada é um significante fator de risco para fraturas de quadril, porém, mais pesquisas são necessárias para esclarecer essa relação.

As formas naturais da vitamina K, tais como a K1 (filoquinona) e K2 (menadiona), são consideradas protetoras potenciais contra a incidência da osteoporose. Estudos sugerem que a deficiência de vitamina K pode reduzir a densidade mineral óssea e elevar o risco de osteoporose e fraturas osteoporóticas. Alguns estudos epidemiológicos constataram que a ingestão de filoquinona (encontrada principalmente nos vegetais) está associada com menor risco de fratura de quadril. Um desses estudos é o Nurses Health Study que acompanhou 72.327 mulheres de 30-88 anos durante 10 anos, e encontraram um risco aumentado de fratura de quadril nas mulheres com menor ingestão de filoquinona.

Da mesma forma, Booth et al observaram um aumento do risco de fratura de quadril associado à menor ingestão de filoquinona em homens e mulheres que participaram do Framingham Heart Study (idade média de 75 anos), que foram acompanhados por um período acima de 7 anos.

Além da osteocalcina, a vitamina K também pode atuar em outras proteínas da matriz extracelular óssea e exercer outras funções que se relacionam a regulação de cálcio, especialmente reduzindo a excreção urinária de cálcio e melhorando sua absorção intestinal. No entanto, mais estudos são necessários para confirmar o seu papel fundamental na saúde óssea e estabelecer a ingestão recomendada para esta função.

Matéria NutriTotal